O SOL DE SEGUNDA-FEIRA 04.10.21

Os poderosos chefões

O dinheiro dá para comprar um avião e decolar

Quem sabe vai rolar a festa!

A reforma de um cartão postal de São Paulo

Na capa da Ilustrada, o novo romance do escritor argentino Alejandro Zambra

É aquela história de puxar uma pena e vir um galinheiro

Começou!!!

O ano que vem não vai ser igual a este que está passando

Benzadeus!

Ho! Ho! Ho!

Eduardo Paes preparando a sua fantasia

Aperta e botão verde e confirma!

O Flamengo costuma estar presente toda segunda na primeira página do Globo

As trapaças da Prevent Senior na capa da IstoÉ

Anne Frank na capa da revista dos livros

Na capa da revista espanhola El Viejo Topo, o Afeganistão, um país chamado desolação.

Veja em elviejotopo.com

Duas páginas para a Amazônia de Sebastião Salgado no suplemento Robinson, do jornal italiano La Repubblica

Scholz, a nova cara da Alemanha

A antropóloga britânica Jane Goodall na capa da Time

Albert Camus na capa da revista italiana Il Venerdì

O cineasta canadense David Cronenberg na capa da Linus

Deu no Fantástico!

Ver mais em noticiasdatv.com.br

Fiquei acordado até altas horas vendo o papo de segunda sobre ser blasé ou ser emocionado. Disseram que pintou, nas redes sociais, a história de que quem é blasé é cafona. Não explicaram para os mais jovens o que é ser cafona, mas o papo rolou solto.  E foi divertido.

Enquanto uns se posicionavam pelas redes sociais serem emocionados 24 horas por dia e a todo vapor, alguns poucos se diziam blasé.

Blasé pra mim, não sei se vocês concordam, é a correspondente da TV Globo em Londres, a Cecilia Malan. Blasé e meio enjoada, com aquele sotaque carioca no último, ela informa que nasceu o pequeno príncipe da realeza com a mesma entonação de voz que quando anuncia que dez crianças morreram massacradas num hospital em Damasco, depois da explosão de uma bomba.

É incapaz de mudar o tom blasé que carrega consigo. Tudo na boca da Cecilia Malan parece ser chique, ser elegante, ser cool, mesmo quando o talibã decapita meia dúzia de afegãos em praça publica e o sangue espirra pra todo lado.

O papo de segunda ia rolando e eu sentado no chão da sala da minha casa, pensando com os meus botões: o mundo anda tão emocionado que é impossível ser blasé numa hora dessas ou em outras. Quem consegue ser blasé quando Bolsonaro abre a boca?

Nos anos noventa, esse assunto veio à tona numa reunião de pauta do Jornal do SBT e nós resolvemos colocar no ar uma reportagem bem divertida. A pauta era: é impossível ser zen em São Paulo.

Buscamos num templo budista nosso personagem e a reportagem começava com ele no meio da Avenida Paulista, numa segunda-feira, hora do rush. Se ele não corresse pra calçada, um Escort X-3 passaria por cima dele, não resta a menor dúvida.

Sabe aquela história de revistas do tipo Vida Simples, que aconselha o leitor, ao acordar, abrir a janela e dar bom dia para as árvores e para os passarinhos, para o sol e para o vento? Pois é, nossa ideia era mostrar que morar em São Paulo era incompatível com a calma, com o blasé, numa boa.

Como ficar calmo acordando às quatro horas da madrugada, preparando uma marmita básica, tomando um café requentado com um pão dormido, indo pro ponto do ônibus e ficando lá 38 minutos esperando o busão? Na boa, não dá.

Como ser blasé tendo dez minutos pra almoçar no quilo e voltar correndo pra firma porque marcaram uma reunião bem na hora do rango?

E o dia que amanhece bonito e, de repente, você se vê preso numa marquise e aquele toró caindo na horizontal? Junto com a ventania?

E quando você digita a senha certa e uma voz metálica do além te informa: senha incorreta, favor discar novamente?

E quando a central de cartões de crédito te liga e pergunta se você fez uma compra de 900 dólares no aeroporto de Guarulhos, você diz não e ela completa que o seu cartão foi bloqueado por motivo de segurança?

Tem mais: e quando o celular acaba a bateria bem na hora que você estava finalizando a compra de uma passagem aérea?

Resumo da ópera: salve-se quem puder!

A reportagem do Jornal do SBT terminou com a música que diz  a feia fumaça que sobe apagando as estrelas e em seguida, o barulho dos automóveis, a confusão do trânsito e a canção de Tom Zé que diz sei que o seu relógio está sempre atrasado, mas não buzine que eu estou paquerando.

Lindíssimo o disco solo de Roger Taylor. Confira no Spotify

Colaborar com a Gol de Letra é ajudar milhares de crianças

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