O SOL DE SEGUNDA-FEIRA 18.10.21

Isso tem nome: incompetência!

Resumindo: o Brasil não está preparado para o Minha Casa Minha Firma

Sai Mata Atlântica, entra Riviera de São Lourenço

Bruna Brelaz, presidente da UNE, defende a união de todas as esquerdas

The Lockdown Sessions, o novo disco de Elton John, na capa da Ilustrada

A CPI ainda não decidiu que tipo de genocida é o presidente da República

A eterna novela do Bolsa Família de Bolsonaro

A CPI em dúvida se indicia pai ou pai & filhos

O Sol torce para que todo o país seja imunizado o mais rápido possível

Na foto em destaque na primeira página, o velho normal está de volta

O fotógrafo Brenno Carvalho leva o Prêmio Vladimir Herzog de Fotografia

Na capa do Segundo Caderno, o historiador Boris Fausto lançando livro novo – Vida, Morte e outros detalhes – aos 90 anos de idade

O Estadão afirmou, em editorial, que é o mesmo após mudanças. Vamos ver o que mudou:

Deixou de lado o tamanho standard e adotou o europeu Berliner, estilo El País (Espanha), Le Monde (França), La Repubblica (Itália) e The Times (Reino Unido) e adotado no Brasil apenas por alguns jornais do Sul do país, como o Zero Hora, do Rio Grande do Sul

A reforma gráfica deixou o jornal mais bonito e uniforme, com espaços em branco, mais clean. As colunas ganharam mais visão.

O Caderno 2, que adotou o nome de Na Quarentena desde o início da pandemia, ganhou o novo nome de C2, com o subtítulo Cultura e Comportamento.

O jornal anuncia um novo caderno de Bem-Estar, o que é bem vindo.

Resumindo: o jornal ficou muito mais prático para se ler

Qualquer semelhança é mera semelhança

O corresponde do Monde no Brasil, Bruno Meyerfeld, mostra em duas páginas, toda a pendenga entre o governo Federal e o Supremo Tribunal Federal

Na capa da Time, o ator franco-canadense Timothée Chalamet, um dos dez destaques eleitos pela revista como líderes da nova geração

Na capa da italiana L’Espresso, negacionistas da vacina, donos de offshore não explicados do Pandora Papers e a direita não passarão.

A bizarra capa da revista alemã Der Spiegel, mostra a Holanda dos queijos, das drogas e dos assassinatos.

Uma edição underground da Vogue Portugal

A melhor estréia dos últimos tempos foi o programa Entre Mundos, com Pedro Andrade, na CNN Brasil, na noite de ontem. Pedro, que já vinha brilhando há alguns anos no GNT com o programa Pedro no Mundo, mostra uma nova maneira de fazer reportagens, abandonando aquelas passagens ultrapassadas e narração poética. Pedro é Pedro e o primeiro episódio – Vida Ortodoxa – em que mostrou como vivem os judeus de Nova York, merece uma nota acima de 10.

Os ex e eternos Cassetas, Beto Silva, Claudio Manoel, Helio de La Peña e Hubert estrearam na noite de sábado o Conversa Piada. Simples, rápido e rasteiro. Os amigos, todos eles espirituosos e criativos, comentam como se fossem piadas, os fatos da semana. Falta alguma coisa ao programa. As tiradas são boas, mas como os quatro já conhecem o enredo, falta o riso de uma platéia ou coisa assim.

Pensar em Millôr Fernandes, que vivia pensando. Caminhando e pensando, nadando e pensando, jogando frescobol e pensando. Dormindo, sonhando. Construindo frases, mudando palavras de lugar, somando e diminuindo números, embaralhando fatos e fotos.

Pensar na Santa Ceia prateada, em alto relevo, que havia na copa da casa da Rua Rio Verde. Cristo olhando todos os dias para aquela mesa farta, arroz, feijão, bife acebolado, taioba, angu. Goiabada de sobremesa.

Pensar na caixa de fotografias onde uma, já quase apagada, mostra um menino de nove anos com uma boina de veludo na cabeça e um pastor alemão ao lado, em posição de Rin-Tin-Tin.

Pensar no Rio das Velhas que atravessava o caminho rumo a Sabará, caudaloso, piabas pulando, se achando, como se fosse uma pororoca. Pedras lavadas, musgos vivos, capim meloso, minhocas.

Pensar na contracapa do disco Aprender a Nadar, a caricatura de Jards Anet da Vida, ou melhor, da Selva, ou melhor, da Silva. Manchas de sangue, só mesmo vendo como é que dói.

Lembrar das primeiras linhas de Cien Años de Soledad: Muchos años despues, frente al pelotón de fusilamiento, el coronel Aureliano Buendía habia de recordar aquella tarde remota em que su padre lo llevó a conocer el hielo.

Pensar na máquina Remington portátil que tantas palavras escreveu, sem gastar o chumbo, deixando em papéis outrora imaculados, palavras umas após as outras, aqui e ali, formando frases como na vida quem perde o telhado, em troca ganha as estrelas.

Pensar no cartaz do filme Laranja Mecânica, cajardo, chapéu, olhos pintados, olhar de lince, violência à flor da pele.

Nas galinhas ciscando no quintal, nos caixotes com palha, quatro ovos ao cair de cada tarde.

Nos boletins cor de rosa do Colégio Marista, notas vermelhas em matemática, dez em comportamento e canto orfeônico.

Nos pés nanicos de caju de uma Brasília selvagem, poeira vermelha e tratores amarelos pra lá e pra cá.

No chocolate quente com biscoitinhos amanteigados na sacristia, depois da primeira comunhão, alma lavada.

Nos Urubus no telhado do Matadouro do Perrela, pulando, beliscando uns aos outros, cheiro de carniça.

Na placa esmaltada no Bar e Lanches, já meio enferrujada, anunciando que fiado só amanhã.

Nos barquinhos de papel na enxurrada, as pipas coloridas no céu, as bolinhas de gude no saquinho de pano, a perna de pau, a guerra de mamonas, as fincas fincadas.

Pensar nas tardes de café creme no Deux Magots, nos impressionistas d’Orsay, na Guernica no Prado, nos campos de trigo de Vincent, em Amsterdã.

No grão de feijão inchando no algodão, brotando, crescendo, em busca da luminosidade que vinha da janela, procurando a vida.

Livre pensar é só pensar.

No Globo de sábado, o diário de viagem de Gilberto Gil em turnê pela Europa. Matéria super simpática.

Um Portinari repaginado resurge das cinzas dos incêndios florestais num mural pintado num prédio de São Paulo.

O veto de Bolsonaro ao fornecimento de absorventes para as mais pobres, expõe mais uma vergonha desse governo que acaba no final do ano que vem.

A apresentadora e âncora do Jornal das Dez, da GloboNews, Aline Midlej, na capa da revista da Ela, a revista de domingo do Globo. A entrevista é boa, mas o Sol questiona a pauta da revista de sempre fazer um ensaio de moda com a entrevistada. A conversa é 100% jornalística e o desfile de moda fora de contexto.

Jorge du Peixe, no disco Baião Granfino, onde canta Luiz Gonzaga, faz boas releituras do rei do baião. Um 10 para a interpretação do clássico Assum Preto.

Ilustrando uma reportagem sobre design japonês

 

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