O SOL/SEGUNDA-FEIRA/13.12.21

O país parou. Agora só se fala em eleições.

Mais um vexame do governo, que levou um pito do STF

A eleição em primeiro lugar

O Paraguai dá uma lição ao Brasil. Quem diria?

O holandês Max Verstappen superstar

O toma lá, dá cá, em plena atividade

Alguma coisa acontece no cruzamento da Ipiranga com São João

O adeus a Anne Rice

Preste atenção na última linha: “Para especialistas, parte do aumento de vendas reflete o avanço da digitaloização e do auxílio emergencial”. Aí tem!

Um Dia de Fúria

Todo fim de ano, a mesma história

Nélida Piñón na capa da revista de fim de semana do jornal português Nascer do Sol

O colunista Merval Pereira, no Globo, puxando a brasa pra sua sardinha, o ex-juiz Sergio Moro

Caso de Polícia

As tragédias naturais na primeira página do New York Times, Verstapen brilhando na primeira página do jornal holandês De Volkskrant e as eleições presidenciais chilenas na manchete principal do El Mercurio

Na capa da alemã Der Spiegel, O Silêncio dos Pastores. O escândalo dos abusos e assédios em Trier.

Os anos setenta nem tinham chegado ainda e eu já era rato de banca. A banca de Seu Benito, no coração da Savassi, era daquelas super bancas que vendia revistas americanas, a New Yorker, a Time, a Life, a Look. Eu ficava doido observando aquelas capas maravilhosas e sonhando um dia ser jornalista.

Quase todo dia passava na banca do Seu Benito pra ver as principais manchetes dos jornais dependurados com pregadores de roupa. Eram notícias sobre as loucuras de Jânio Quadros, depois vieram as reformas de base, agrária, João Goulart e o golpe militar que chamavam de revolução.

Parava pra ver as misses na capa da Manchete, as beldades na capa da Joia, Ângela Maria na capa da Revista do Radio, Ronnie Von na capa da Intervalo, Leila Diniz no Pasquim. As bancas transbordavam de jornais e revistas: além do Globo, do Estadão e da Folha, tinha o Jornal dos Sports, a Gazeta Mercantil, o Diário de Minas, o Correio da Manhã, o Jornal do Brasil, o Noticias Populares, O Jornal e tantos outros.

Pilhas e mais pilhas de Mickey, do Almanaque do Tio Patinhas, o Pato Donald, Príncipe Valente, Tarzan, Capricho, Noturno, Querida. Nada escapava aos meus olhos, até mesmo as revistas escondidas dentro do plástico azul que eu ficava imaginando Florinda Bulcão com os seios de fora.

Aí chegaram os fascículos da Abril. Os Grandes Compositores da Musica Universal, a Bíblia Mais Bela do Mundo, Conhecer, a História da Musica Popular Brasileira, Os Cientistas, Os Pensadores.

Ver um disco de Tchaikovsky, um disco de Catulo da Paixão Cearense, uma ópera Aída na banca de Seu Benito me enchia de alegria e nenhuma preguiça. Trabalhava no Serviço de Defesa Vegetal e todo dinheiro que ganhava no fim do mês ia pro Seu Benito.

Esse mundo acabou.

Tem quinze dias que estou procurando a revista Quatro cinco um para comprar aqui em São Paulo e não encontro. Na banca da Rua Tito a moça me convidou para entrar e procurar, ver se eu achava a Quatro cinco um, porque ela não sabia se tinha.

Na banca da Rua Faustolo, o Severino disse que ia tentar na distribuidora, mas não garantia que ia conseguir.

Na Banca da Martins Fontes, o senhor foi curto e grosso: já recolheram!

Na Banca da Marco Aurélio, não vendem mais revistas nem jornais, só Coca Cola, Gatorade, capinhas de celular, bonés, cavalinhos do Fantástico, plaquinhas esmaltadas: Bacurau, se for, vá na paz, Divino Maravilhoso, Eles passarão Eu Passarinho.

Na banca da Praça Charles Miller, a moça disse que não recebe mais a Quatro cinco um.

Depois de perambular por Pinheiros, Vila Madalena e Alto da Lapa, desisti. Liguei pra Livraria da Travessa e me disseram que tinham sim a Quatro cinco um. Perguntei se era a Stella do Patrocínio na capa, confirmaram que sim.

Ufa!

– Você pode guardar uma para mim?

Fiquei de passar lá, amanhã às dez horas, assim que a livraria abrir, porque hoje, o rato de banca morreu.

[www.cartacapital.com.br]

O Globo revela os melhores livros lidos pelo senador Fabiano Contararo, o imortal Gilberto Gil e o escritor Jeferson Tenório

O suplemento literário do jornal espanhol El País escolheu os melhores livros de 2021. O melhor de todos foi Diários, de Rafael Chirbes

Voz e violão. Elza cantando Drão, Antonico, Como uma Onda, Juventude Transvida, Que Maravilha, entre outras. Show!

NOTA 10

Para a TV Bandeirantes, pela cobertura da Fórmula 1 durante toda a temporada

Quanto custou o tour do filho de Bolsonaro pelas Arábias? O ex-jornalista Augusto Nunes, na TV Jovem Pan, nem tocou no assunto.

Nas manchetes de primeira páginas dos principais jornais do país de sábado, a condenação dos envolvidos na tragédia em Santa Maria. Nenhum informou no título, que os condenados saíram do Fórum de Porto Alegre, direto para suas casas.

Existe hoje um abismo entre o Caderno 2, do Estadão, lançado em abril de 1986 e o Caderno 2 (agora C2). É um outro caderno.

 

 

 

 

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