AMOR POR TELEPATIA

Foi na revista Ela, que circula aos domingos junto com jornal O Globo, que vimos uma boa matéria sobre a vida das garotas de programa nos tempos do coronavírus. Muitos têm perguntado, mas foi preciso a Ela lembrar e expor o assunto a suas leitoras e leitores. A matéria é boa, simples, mas interessante. Mostra como algumas garotas se recolheram, outras não conseguem enxergar como viver de outra maneira e umas se viram. Elas discutem a questão do amor à distância e uma delas, que não abandonou o barco desabafa: “beijo na boca, nem pensar”. Vale a leitura. 

[foto Reprodução/O Globo]

CINEMA PARADISO

Apesar da demissão coletiva da redação e de todos os críticos no início de março. a edição de abril da revista mensal de cinema, talvez a mais famosa do mundo, a Cahiers du Cinema, chegou às bancas perguntando na capa: “O que é a crítica?”

[foto Reprodução]

AS APARÊNCIAS ENGANAM

Quem viu a bela capa da revista americana Sports Illustrated e bateu os olhos na edição de abril da revista Placar, vai logo lembrar de Antoine Lavoisier que, um dia, disse que nesse mundo nada se perde, tudo se aproveita. Ledo engano. A Placar, que vem se destacando por um texto enxuto e luxuoso, fez sua capa inspirada mesmo na SI e avisa a seus leitores a homenagem. A revista, que já passou por várias fases desde sua criação em 1970, ano do Tri, atualmente tem uma tiragem modesta, mas se você tiver a sorte de conseguir comprar um número vai se surpreender com o conteúdo. Leitura recomendada nesses tempos de confinamento.

[fotos Reprodução] 

PERDEU, PLAYBOY!

A revista Playboy americana, mãe de todas as Playboys, pioneira em exibir fotos de mulheres peladas e um bom conteúdo para contrabalançar, acaba de anunciar sua morte. Criada em 1966 pelo magnata Hugh Hefner, morto em 2017, veio perdendo terreno para a Internet desde então. Aquela que estreou nas bancas mostrando Marlyn Monroe (ainda vestida) na capa, acaba sinalizando o fim da idade do papel. 

[foto Reprodução] 

REUNIÃO DE PAUTA

Fico aqui imaginando a reunião de pauta dos jornalistas da Time, revista semanal de informação americana, quando decidiram reunir cem mulheres célebres e que foram capa nessas tantas décadas de existência da revista. Uma escolha feita à dedo e o resultado está nas bancas de vários países do mundo. Como se não bastasse a escolha, o perfil de cada uma dessas mulheres, alguém teve a ideia de pedir a designers para refazerem cada capa, mantendo apenas o logotipo da revista na época em que foi publicada. Imagine quanto custou tudo isso, mas a revista bancou e foi em frente. O resultado enche de orgulho aqueles que ainda acreditam em uma boa pauta, em uma revista de papel.