O SOL DE SEGUNDA-FEIRA

 

 

É a glória! Mulheres avançam em todos os campos

Tóquio agradece

Aqueles homens tradicionais estão ficando pra trás

Nasce o personal fundão

O título é bonito, mas poucos leitores comuns e mortais entendem

A pergunta que não quer calar: como estará a pandemia em 2024?

Promessa: Paris será uma festa!

O livro do líder do Who, Peter Townshend, na capa do suplemento Na Quarentena

A verdadeira motociata

Os meninos e meninas de ouro do Brasil em destaque na primeira páginas

Bolsonaro só está bem na foto naqueles poucos metros quadrados do cercadinho

É visível a queda do número de casos e mortes depois do começo da vacinação

Finalmente essa novela chata está acabando

O Segundo Caderno do Globo de cara nova

O clima fora de controle na capa da revista semanal de informação alemã Der Spiegel

O pá-pum do ministro Barroso na capa da IstoÉ

O SOL GOSTOU

Gostou de ver Alceu Valença no Fantástico. A boa música popular brasileira está cada vez mais rara na televisão aberta.

Teve de tudo nas Olimpíadas, até mesmo Julia Duailibi, âncora do Em Ponto (GloboNews), brincado de lutar boxe

O jornal italiano La Repubblica saúda seus medalhistas

Depois de ler a legenda do UOL, perguntamos: quem é Ju Amaral na foto?

O título está correto e a matéria é verdadeira, mas trata-se de um clássico da pauta no day after das Olimpíadas

O SOL ELEGEU

Elegeu as capas do caderno de Olimpíadas do Globo, as mais bonitas e criativas

Éramos todos sonhadores, cabeludos, bichos. Usávamos calças vermelhas, camisetas manchadas de água sanitária, tênis Bamba  e casacos de generais. Vivíamos a felicidade de estar ali reunidos numa pessoa só, Rua Carangola, bairro de Santo Antônio, Belo Horizonte.

O oitavo andar da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais era nosso, desde cedo, quando chegávamos todos – ou quase todos – para as aulas de Jornalismo Comparado, Rádio e Televisão, Sociologia, Imprensa escrita.

Muitas histórias ficam pelo meio do caminho, acabam sendo esquecidas, invisíveis na poeira do tempo. Mas as redes sociais, de repente, nos lembram de pedras preciosas que deixamos pra trás. O Vapor, por exemplo.

O Vapor era um jornalzinho underground, alternativo, nanico, como chamávamos na época. As décadas passaram e me fizeram esquecer se havia uma redação física, máquinas de escrever, laudas, cafezinho, flertes, namoros.

 

O sonho de ter um jornalzinho próprio, independente, democrático e sem patrão estava na alma de cada um de nós. Havia o Flã, um A4 semanal que era rodado num velho mimeógrafo do Departamento de Jornalismo. Adorávamos aquela sala cheirando a álcool.

O Flã era distribuído de graça, ninguém ganhava um tostão para escrever sobre música, teatro, cinema, literatura, comportamento e o que desse na telha. Ninguém ganhava para entregar exemplares de mão e mão, ninguém ganhava um tostão para rodar aquela manivela do mimeógrafo.

Teve também o Mídia, rodado num mimeógrafo mais moderno, mas durou apenas um número. Nunca fizermos o dois, o três, o quatro, nosso sonho acabou ali naquela primeira e única edição.

Um dos baratos era O Vapor, pilotado pelo Aloísio Morais, combatente até hoje. Era para ele que eu entregava os originais das minhas crônicas e cartuns. Sim, cartuns. Meu sonho era ser cartunista.

Inspirado em Millôr Fernandes, em Jules Feiffer, em Saul Steinberg, em Jaguar, em Nilson, em Nani, em Marcos Benjamim, eu tentava rabiscar, tentava, mas nunca cheguei lá.

O que mais agradou ao Vapor foi um monstrengo que desenhei com uma espingarda na mão, na frente de uma porta, vigiando. Ele tinha apenas um olho, acredito que uma perna maior do que a outra, orelhas enormes e, ao fundo, uma plaquinha na porta: Proibida a entrada de pessoas estranhas.

Ouvíamos Jards Macalé cantando que era impossível levar o barco sem temporais, ouvíamos Gal cantando Antonico, Caetano cantando London London, Gil com Cérebro Eletrônico e Chico com Construção.

Líamos Éramos os Deuses Astronautas, a Rolling Stone brasileira e pirata, o jornal Opinião, líamos o tabloide Politika, o Jornal dos Sports, o Caderno B do JB, líamos Gabriel Garcia Marques, Juan Rulfo, Manuel Puig, Julio Cortázar, Eduardo Galeano, Ernesto Sábato, éramos todos latino-americanos.

Sonhávamos com a democracia, com os yankees go home, com a revolução cubana, com o Vietnã de Ho Chi Min, com a Praça Dan, em Amsterdã, nós que amávamos tanto a revolução.

Ouvíamos os solos de Jimi Hendrix, de Jefferson Airplane, a voz de Janis Joplin, curtíamos Crosby, Stills, Nash e Young. O barato era cantar juntamente com a voz rouca de Joe Cocker With a Little Help from my Friends.

Onde andam os meus amigos que fizeram aquele Vapor?

[Crônica publicada no site da revista Carta Capital]

cartacapital.com.br

PARA LER:

https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/menon/2021/08/08/cuba-com-estupenda-eficiencia-supera-declinio-anunciado.htm

 

 

 

 

 

 

 

O SOL DO FIM DE SEMANA

O presidente da República deixa claro em sua live que está apavorado com a possibilidade de perder as eleições

A destruição da cultura brasileira agora tem imagens

Pátria armada Brasil

Na foto em destaque na primeira página, Rebeca superstar, prata em Tóquio

Fake News é uma especialidade do presidente da República

O importante pro governo é a reeleição

Nas fotos em destaque na primeira página, prata e bronze para o Brasil

Filme triste

Tipo apertar a tecla foda-se

O momento olímpico em destaque na primeira página

A região Sul do país, branca de neve

Chico Caruso na primeira página

Nas capas da Ilustrada, do suplemento Quarentena e do Segundo Caderno, só deu ela: Maria Bethânia e o seu novo disco, Noturno

O craque Rai na capa da revista de fim de semana do jornal comunista francês L’Humanité

As dificuldades dos mercados emergentes na capa da Economist

Na capa da Carta Capital, o Brasil está virando uma pátria armada

 

Na capa da Veja, o que há de pior na política brasileira

Vale conferir o podcast da Todavia sobre J.D.Sallinger

Mais uma ótima biografia nas livrarias. A vida e a obra de New Matogrosso, pelo jornalista Julio Maria.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O SOL DO FIM DE SEMANA

Quem sabe, Braga Neto não quer também a volta da máquina de escrever, do mimeógrafo à álcool, do catálogo telefônico, da TV em preto e branco e do walk-man?

Quando Joe Biden pisa na bola

Ah… estava faltando essa na Folha de S.Paulo

Uma tragédia chinesa

O Estado de S.Paulo bate o pé e enfrenta o ministro da Defesa

Resumindo: o voto impresso subiu no telhado

Olimpíadas News

Bolsonaro assumiu!

É mentira, Terta?

Antes tarde do que tarde

Os dez anos da morte de Amy Winehouse na capa do Segundo Caderno

Os riscos que a natureza corre nas capas das inglesas New Scientist e The Economist

Vimos na capa do Libération. Desenho de Coco.

A ousada capa da francesa Technikart, revista de cultura e comportamento

Na capa da Carta Capital que começa a circular hoje, aquela história: o último dólar a sair apaga a luz

Na capa da Veja, a ida do governo brasileiro a Angola, para tentar salvar a Igreja Universal por lá, violando a Constituição

NOTA 10

Para a repórter Bárbara Coelho, que vem dando um show de simpatia na cobertura das Olimpíadas no Jornal Hoje. Além de simpática, é precisa, é competente e bem informada. Faz uma interação perfeita com Maju Coutinho.

A autora iraniana de Persépolis, nos apresenta agora Frango com Ameixas. Marjane Satrapi sabe contar, em quadrinhos, a vida cotidiana como ela é.

O SOL está ouvindo, prestando atenção nas letras e gostando do segundo disco solo do hermano Rodrigo Amarante

O SOL pergunta por que os Estados Unidos silenciam diante dos opressores da África do Sul que mataram 90 manifestantes nos últimos dias.

 

 

 

 

 

O SOL DE QUINTA-FEIRA

A volta da velha política

Esporte e política, de mãos dadas

O SOL recomenda a leitura do livro O Homem que Amava os Cachorros, de Leonardo Padura

Benett, na página A2

A ameaça de golpe de Braga Neto

Bolsonaro fazendo tudo que prometeu não fazer

E salvou-se! Incrível!

Isso aqui é um pedacinho do Japão, iá iá…

O Centrão é um vírus que se espalha pelo país

Ah sim, estamos vivendo uma pandemia!

Marta, my dear…

As semanais inglesas

Nos Estados Unidos, é mais difícil adotar um cão do que entrar na universidade. Capa da New York

Lembra dele?

Ô loco!

Piparote chega em versão online e em papel, para espalhar um pouco de cultura neste país tão massacrado pelo governo federal. Piparote oferece poemas, traduções, contos, crônicas, ensaios, além de teatro. Leitura de alta qualidade, um respiro!

 

 

O SOL DE QUARTA-FEIRA

Jeitinho parlamentar

O milionário Jeff Bezos está indo longe demais…

No quesito Jornalismo, não se trata de uma foto-legenda, e sim de uma equação

O frio que corta do coração

O velho toma lá, dá cá!

Quem bate? É o frio…

Pra não dizer que o jornal não falou de pandemia

Arruma daqui, arruma dali

Fazendo injustiça com as próprias mãos

Vão começar as Olimpíadas da Pandemia

Vai ser bom, não foi?

O alemão Süddeutsche Zeitung dá grande destaque para o caso Pegasus na primeira página

A arte de fazer um bom título para a viagem de Jeff Bezos. Vimos na primeira página do Correio Brasiliense

A união de Robert Crumb com o blues é receita que não pode dar errado

Nos cursos de Jornalismo, ensinam que a foto tem que estar de acordo com o título. Veja a cara de assustado do russo…

 

 

 

O SOL DE TERÇA-FEIRA

Na verdade, todo o governo Bolsonaro atrasou as vacinas

Bolsonaro já admite derrota… como soa bem esta frase!

O Haiti não é aqui

Na capa da Ilustrada, a cada dia, nasce uma obra made in pandemia

A guerra da vacina tem o seu lado bom

Ajoelhou, tem de rezar

Uma boa notícia

Fundo Eleitoral, a nova novela

Procura-se desesperadamente uma terceira via

Proporcional ao número de crimes

Onde o Brasil tem pressa

Um dos caras que está acabando com a cultura no país, tem o apelido de Capitão Cultura. Pode isso?

A vitória de Castillo na primera página do jornal peruano El Comercio…

… e do jornal argentino Página 12

A capa da revista Donna, do jornal italiano La Repubblica

A televisão aberta está perdendo público a olhos vistos e numa velocidade estonteante. O Fantástico, que em outros tempos já deu 45 pontos de média, domingo passado registrou 16.4 pontos. A média do domingo na Globo foi de 11.4, número que deve ter tirado o sono dos poderosos chefões da outrora Venus Platinada.

Comentarista de direita não fica sem emprego, já percebeu?