O SOL DO FIM DE SEMANA

Uma manchete semi-escandalosa para agradar bolsonaristas

Parem as máquinas!

Aos poucos, o Guia vai voltando, mas em forma de revista, ainda sem previsão

Investigar se investiga, mas quando chega às mãos de Augusto Aras, a história é outra

Pequenas chamadas, bem discretas…

Metade calabresa, metade portuguesa, pode ser?

Guerra de palavras

Até parece que o Brasil é um país sério, não é mesmo?

Na capa da Carta Capital, Bolsonaro Topa Tudo para tentar se reeleger

Na Veja, a chapa Lula-Alckmin. Esta é a 65a capa da Veja com a foto de Lula.

Vai começar uma nova era da Energia.

A TV Jovem Pan News desconfia do Datafolha, não é mesmo?

É surpreendente pensar que O Pasquim foi lançado seis meses depois do AI-5, no início do momento mais sombrio e de maior perseguição da ditadura militar. Não comecei a trabalhar no jornal logo no início, mas era assistente do Ziraldo e pude acompanhar todo o processo que acontecia inclusive no escritório dele – cheguei a ir na casa do Sergio Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta, antes do jornal nascer: após a morte do jornalista, O Pasquim surgiu ocupando o espaço vago deixado pela Carapuça, que Porto editava. Acabou que o jornal foi lançado na cara e na coragem: a cara de todos, e a coragem sobretudo do Tarso de Castro, que era a hélice inicial daquele barco a vapor que escolheu o mar aberto para navegar. E durante um tempo deu certo, sabe-se lá como.

Até hoje, pensando em toda história para preparar o curso que eu e meu filho Vitor Paiva daremos no CCE da PUC-RJ sobre a história do Pasquim, fica difícil estabelecer uma linha do tempo natural e lógica: Tudo foi ao mesmo tempo atabalhoado e tranquilo. Era uma loucura, mas era um trabalho, um jornal que tinha dia de reunião de pauta, de fechamento, de impressão e tudo o mais, como todos os outros. Por que então tanto se falou e ainda se fala sobre ele? É isso que vamos tentar esclarecer neste curso, chamado justamente O Pasquim, censura, subversão, revolução no jornalismo brasileiro.

 

Confesso que vai ser bom para mim também tentar entender tudo que vi e vivi nos anos em que trabalhei no Pasquim: passar a minha experiência a diante, claro, é interessante, mas estou muito interessado também em compreender enfim o que diabos era aquilo, um jornal de humor escrachado que debochou de tudo e todos, inclusive do regime militar, e desafiou a censura e a ditadura ao mesmo passo que alcançava imenso sucesso popular – sem assinatura, sem grandes empresas por trás, sem orçamentos milionários, e sem que ninguém ganhasse muito dinheiro. Conto com a ajuda do Vitor, estudioso do tema e pesquisador dedicado, que volta e meia me lembra de fatos que vivi mas esqueci.

O que, afinal, estava por detrás daquela conjunção de fatores que fez do Pasquim o jornal transformador da imprensa escrita no Brasil? Depois dele vieram vários, até para provar que bastava o primeiro para desentupir aquela linguagem conservadora e embotada que a imprensa então reproduzia, ainda como herança dos jornais europeus. Foi preciso um pouco mais de loucura, irresponsabilidade, algumas doses de uísque e outros tempos para que cometêssemos barbaridades sem sermos cancelados – mesmo que a redação tenha sido quase que inteiramente presa pela repressão. Eu fiquei fora, ao lado de Henfil, Millôr, Martha Alencar e Chico Junior, entre outros, ajudando a fazer o jornal seguir, sem poder noticiar a prisão da estelar equipe principal, enquanto nomes como Tarso, Ziraldo, Jaguar, Claudius, Fortuna e tantos mais se encontravam presos.

É verdade que o público leitor queria muito um jornal como era O Pasquim, sobretudo numa época em que a imprensa era severamente vigiada, que conseguia escapar da sedução do poder do governo e das amarras comerciais para falar a voz de uma juventude, de uma classe média, de um sonho passado no mítico bairro de Ipanema do fim dos anos 1960 e início dos anos 1970. Como o governo não cumpria a parte dele e pegava pesado, vários jornalistas não resistiam e abriam a boca. Mas O Pasquim foi além: fazia rir, e o humor sempre foi arma poderosa contra os tiranos. Ridicularizar o poder é o que alimentava a cumplicidade com quem lia – e foi o que houve.

Durante um tempo, até a prisão dos membros do jornal, o sucesso foi explosivo, e o jornal vendeu muito mais do que se imaginava – me lembro até hoje das expressões de surpresas quando os números das vendas eram confirmados, e a surpresa também valia para o que deveria ser feito com esse sucesso. Como lidar com essa grana que entrava? Como conversar com as agências de propaganda, que tinham pudor em anunciar num jornal como aquele? Algumas empresas romperam a barreira e apoiaram a publicação, e assim veio a sobrevida até a prisão.

Jaguar continuou segurando as pontas por muitos anos com unhas e dentes, e fez o jornal entrar para a História como um grande veículo transformador. Depois do Pasquim, a linguagem jornalística mudou, o humor se expandiu, o cartum virou produto de qualidade, a língua portuguesa se modernizou, o humor passou a ser reconhecido como elemento cultural e político e a imprensa alternativa se estabeleceu de vez.

O nosso curso vai abordar tudo isso, mas não somente: são pautas inevitáveis e importantes o machismo do jornal e a predominância masculina, as entrevistas escandalosas, as brigas em vias de fato, a censura e, ao mesmo tempo, o grande poder de lançar produtos e símbolos que O Pasquim exerceu. A música “Águas de Março”, de Tom Jobim, por exemplo, foi primeiro lançada em um compacto pelo jornal, e a editora Codecri, também ligada ao Pasquim, vendeu milhares de livros, incluindo volumes com a obra do Henfil.

Era uma empresa que não cabia em si mesma, mantida sobre o total despreparo dos sócios, que acabou sucumbindo ao mercado e à mediocridade que se estabeleceu no país pela ditadura. Os filhotes, porém, felizmente vieram e viveram um bom tempo, mas nunca houve uma aventura na imprensa brasileira como foi O Pasquim. Só nos resta mergulhar nesse universo e tentar entender, além e através dele, o país em que vivemos. As maiores informações sobre o curso O Pasquim, censura, subversão, revolução no jornalismo brasileiro e a inscrição podem ser acessadas aqui.

O SOL lembra que a revista Oeste se esqueceu de dizer que é preciso ser bolsonarista de carteirinha, militante da extrema-direita. Vimos no Jornalistas&Cia.

Senhor juiz, pare agora!!!

Com uma semana de atraso, a Folha registra a morte do cartunista Gepp

 

 

 

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Em ano de eleição, O SOL desconfia de qualquer decisão de pré-candidato

São centenas de brasileiros que estão na cadeia sem saber o motivo

Como foi dito acima, em ano de eleição, O SOL desconfia de qualquer decisão de pré-candidato

Kiev, terra arrasada

De repente, texto sobre a guerra vai perdendo espaço na primeira página, dando lugar a fotos chocantes (veja mais acima)

Bolsonaro não se conforma com a Petrobras. Nem mesmo com os lucros altíssimos

Que país era este?

Um outro mar de lama na Vale é o assunto de capa da Carta Capital que sai hoje

O que há entre a Russia e a China. Capa da Economist.

Na capa da francesa L’Obs, a nova cortina de ferro

Mais um livro da coleção O Livro do Disco. Desta vez, esmiuçando o primeiro disco de Nara Leão.

Gravado na Finlândia em 1987, A Time for Love coloca Oscar Peterson na galeria dos gigantes do jazz

Ex todo poderoso da revista Veja, hoje militando na Oeste, José Roberto Guzzo inverte as coisas e tenta mostrar ao leitor de direita, que quem desconfia das urnas eletrônicas é a esquerda. É o avesso do avesso do avesso do bom jornalismo.

Deu no Globo

 

 

O SOL DO FIM DE SEMANA

 

AUMENTE O SOM QUE ISTO É  BACK IN THE USSR!

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NOSSO COMENTÁRIO:

O sucesso do Posto Ipiranga

A guerra na Ucrânia começa a entrar no novo normal

Brasileiros voltam pra casa

Lembra que, mesmo sem guerra, o preço da gasolina vinha aumentando toda semana?

Na foto em destaque na primeira página, os bombardeios na Ucrânia continuam

Senhores passageiros, apertem os cintos. Dentro de alguns minutos pousaremos no Brasil de Bolsonaro!

É a primeira vez que O SOL vê a palavra megarreajuste numa manchete

A lei das cotas é mais uma coisa boa que Bolsonaro quer acabar no país. Assunto de capa da Carta Capital que sai hoje.

De volta para o passado

A guerra do terror

Na Elle francesa, uma grande reportagem sobre a vida das ucranianas como ela é, ou melhor, era.

A edição espanhola da Vanity Fair cuida das nossas cabeças em tempo de pandemia. E agora, guerra.

Os bastidores do jornal que sacudiu a imprensa brasileira são sempre muito divertidas

 

 

 

 

O SOL DO FIM DE SEMANA

 

Aumenta o risco de uma III Guerra Mundial

Em São Paulo, os passageiros da agonia

No primeiro clichê do Globo, a criação de um corredor humanitário para evitar um genocídio ainda maior

Na foto em destaque na primeira página, o olhar das crianças vítimas de uma guerra sem nexo

A situação piora após o segundo encontro pelo cessar fogo

A poluição do Rio Tietê, em São Paulo, é uma novela que nunca tem fim

O homem mais perigoso do mundo na capa da Carta Capital que começa a chegar às bancas hoje

Dança fúnebre é a capa da Piauí, que sai hoje

Vamos lá! Aqui está um exemplo de erro jornalístico. Primeiro, foram dois repórteres da Globo (Renato Biasi e Ronaldo de Souza), as vítimas da violência. O título informa que foi apenas um. Segundo: ilustrar com o apresentador de um dos telejornais – Alan Severiano – que noticiou e repudiou o fato, induz o leitor a acreditar que foi o Alan a vítima. Está no site Notícias da TV.

Deu na Folha de S.Paulo

Na capa da inglesa New Scientist desta semana, a química para salvar o mundo

PARA LER: https://piaui.folha.uol.com.br/o-caso-celso-daniel-novelo-embaralhado-2/

PARA LER: https://www.otempo.com.br/diversao/livro-mostra-nelson-rodrigues-pelo-buraco-da-fechadura-1.2623835?utm_source=whatsapp

 

 

O SOL DO FIM DE SEMANA

 

As ameaças de Bolsonaro foram apontadas uma a uma

O desespero de procurar corpos debaixo da lama

Finalmente!

De repente, voltam a falar de cloroquina

Enquanto Bolsonaro mente na Hungria dizendo que a Amazônia talquei

A tragédia anunciada em auto-falantes

Bolsonaro e Orbán, muy fascistas

O day after

A volta da larica total na capa do Segundo Caderno

A preocupação com quem mora nas encostas dura apenas um período eleitoral

O Estadão achou melhor usar integralista do que fascista

Triste fim de carreira. Veja só os primeiros comentários.

Putin na capa da Carta Capital que começa a circular hoje

Sinais de que a pandemia pode estar chegando ao fim é o assunto de capa da Veja

A arte de fazer uma capa